quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Valmir fala de mobilidade urbana e Consciência Negra


Na última sexta-feira a nossa Presidenta Dilma esteve em Salvador para lançar o Plano de Mobilidade Urbana e participar do Afro XXI. Tudo isso, em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20. Grandes atividades aconteceram em Salvador.
A nossa Presidenta, além de ter destinado uma boa parte de recursos para a mobilidade urbana, o segundo trecho do metrô em Salvador, estreitou relações com diversos países que estavam lá representados no Afro XXI.Isso mostra a importância da Bahia, a importância de Salvador e, lógico, a participação do conjunto do movimento negro em todas as atividades.

No dia 20 houve a caminhada contra a intolerância religiosa. Ao mesmo tempo, o fórum das entidades negras fez uma grande caminhada. Ou seja, ocorreram diversas atividades chamando a atenção para que possamos, cada vez mais, ter consciência da nossa responsabilidade, justamente no mês de novembro.
Discurso de Valmir
Ontem, domingo, foi comemorado o Dia da Consciência Negra e em Salvador, como não poderia ser diferente, as manifestações ganharam as ruas e bairros, mobilizando, principalmente, os povos de religiões de matrizes africanas em passeatas e manifestações culturais que mostraram a luta contra o preconceito e a discriminação étnica e religiosa.

Logo pela manhã participamos de uma caminhada pelo bairro do Engenho Velho da Federação, um dos bairros onde há grande concentração de negros e terreiros do candomblé e onde as manifestações contra a intolerância religiosa e contra o racismo vêm recebendo amplo apoio da população. Nessa caminhada estivemos ao lado de Mãe Jaciara, coordenadora nacional de Religiões de Matrizes Africanas, e do coordenador estadual do Coletivo de Entidades Negras, Marcos Rezende, juntamente com a secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Lúcia Barbosa, Militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e exemplo de luta contra a discriminação contra a mulher do campo.

Ainda também, participamos de uma segunda caminhada, dessa vez no Curuzu, naquele que é considerado o bairro mais negro da América Latina, ao lado dos deputados estadual Bira Coroa e dos colegas aqui desta Casa, Luiz Alberto e Nelson Pelegrino. E à noite, O Centro Histórico foi de todos, com apresentações públicas dos tambores do Olodum e do Coral Vozes da África.
Foi uma demonstração de que apesar dos que ainda teimam em adotar práticas discriminatórias e preconceituosas contra, principalmente os afrodescendentes e suas manifestações religiosas,  a sociedade como um todo aponta para o caminho do estado cada vez mais laico, onde todos têm os mesmos direitos e deveres e devem buscar a convivência pacífica para que tenhamos cada vez mais um mundo menos desigual.

Vivemos em um estado em que a maioria da população tem raízes afrodescendentes e onde convivem manifestações religiosas de diversas matrizes. Salvador foi considerada, no encerramento do Congresso Ibero Americano e dos países afrodescendentes, na semana passada, como a capital mundial dos afrodescendentes. Evento este que teve a presença da presidenta Dilma Roussef e de representantes de diversos países.

A Bahia e Salvador em particular têm uma história em que mostra a intensa participação dos afrodescendentes na construção do nosso país, nas suas lutas pela conquista de direitos sociais e na própria construção da história que hoje vivemos. Temos uma Constituição Federal que nos assegura direitos e oportunidades iguais e que condena qualquer prática de racismo e discriminação, considerando essas atitudes como crimes. Falta apenas a conscientização de parte da sociedade de que somos iguais perante a lei e que ninguém deve ser tratado de forma diferenciada por causa da cor da pele ou da religião que professa.

Este é o Ano Internacional dos Afrodescendentes, conforme resolução da Organização das Nações Unidas. Então é preciso que cada vez mais a sociedade civil, governos, parlamentares e lideranças sociais reflitam sobre a realidade da população negra no nosso país e discutam ações que assegurem os direitos dos que são afetados pelo racismo pela xenofobia e intolerância.
Como bem definiu o escritor Gabriel Garcia Marques: a ninguém é dado o direito de olhar o seu semelhante de cima para baixo, a não ser que seja para estender as mãos para ajudá-lo a se levantar.

Não ao racismo. Não à discriminação de qualquer natureza.
 


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