quinta-feira, 31 de março de 2011

Conselho Estadual de Juventude elege nova mesa diretora

Tomaram posse hoje, dia 31, na Sala de Comissões da Assembléia Legislativa, às 14h, os novos integrantes do Conselho Estadual da Juventude (CEJUVE). No ato, foi eleita e empossada a mesa diretora do Conselho: Juremar Oliveira, presidente; Rebeca Ribas, vice; e Vladimir Costa Pinheiro, secretário executivo.


Na cerimônia, a senadora Lídice da Matta (PT) ressaltou a importância da data de 31 de março (quando houve o golpe militar de 1964) para falar sobre as conquistas políticas que os jovens brasileiros e baianos têm alcançado desde então. A vereadora Olívia Santana (PCdoB), enfatizou a violência contra os jovens de comunidades social e economicamente menos favorecidas. A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) comentou, também, a importância política da mobilização juvenil, destacando o grande poder de transformação da realidade social que os jovens têm.


Além das parlamentares, falaram, também, diversos deputados estaduais, como o Yulo Oiticica (PT), da frente parlamentar de políticas públicas para a juventude; José de Arimateia (PRB); Capitão Tadeu (PSB); Maria Del Carmen (PT); Sildevan Nóbrega; Álvaro Gomes (PCdoB); Rosemberg Pinto (PT). Também discursaram os deputados federais Nelson Pelegrino (PT), Daniel Almeida (PCdoB) e Luís Alberto (PT). Participaram da solenidade diversas entidades do movimento jovem e estudantil, representantes de comunidades tradicionais e grupos sociais minoritários da Bahia, além de representantes do governo do Estado.


Segundo o novo presidente do CEJUVE, “essa nova gestão precisa ‘jogar pra cima’ e usar a experiência da anterior para aumentar o patamar de elaboração de políticas públicas de juventude, fortalecer métodos que ampliem a democracia, a influência do Conselho junto ao governo, sociedade civil, a participação juvenil no CEJUVE e, principalmente, na construção da Conferência Estadual de Juventude”.


Representando o secretário de Relações Institucionais, Cézar Lisboa, o chefe de gabinete da SERIN, Pedro Alcântara, disse que “a Bahia deve ser dos jovens” e que os jovens “não são mais a fonte receptora, mas, sim, a fonte promotora de políticas públicas.”


A mesa de coordenação dos trabalhos foi composta, ainda, pelo antigo presidente da CEJUVE, Felipe Freitas, que dirigiu a sessão; Éden Valadares, Coordenador Estadual de Juventude; o secretário de Desenvolvimento Social da Bahia, Carlos Brasileiro; o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos e o representante da Secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Marcos Resende.

Fonte: http://www.serin.ba.gov.br/posse_juventude2011.asp

Convite de Lançamento - Bia a nuvem que não queria chover

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Justiça condena Sony a pagar indenização por música de Tiririca considerada ofensiva aos negros


A gravadora Sony Music foi condenada a pagar indenização de mais de R$ 300 mil por danos morais por causa da música "Veja os Cabelos Dela", cantada pelo atual deputado federal, Tiririca. Na terça-feira (29), a Justiça do Rio confirmou sentença de 2004 e determinou que os juros e correção monetária sobre o valor estipulado deverão ser calculados de maneira retroativa, desde a data da citação, em 1997. A decisão é do desembargador da 16ª Câmara Cível, Mario Robert Manheimeir. Com isso, segundo o advogado das entidades que processam a empresa, o montante pode chegar a R$ 1,2 milhão. Procurada pelo G1, a Sony Music informou que irá recorrer da decisão. A ação é movida pelas Organizações Não-Governamentais Centro de Articulação das Populações Marginalizadas, Instituto das Pesquisas das Culturas Negras, Grupo de União e Consciência Negra, Instituto Palmares de Direitor Humanos e Criola, que se disseram ofendidas pelos versos: “Essa nega fede, fede de lascar/Bicha fedorenta, fede mais que gambá”. Procurada, a assessoria do deputado Tiririca informou que ele não é alvo do processo, mas sim a gravadora.

Em 2009, Sony depositou mais de R$ 600 mil em juízo
De acordo com o processo, a Sony Music fez um depósito em juízo no valor de R$ 663.159,37, no fim de 2009. No entanto, a quantia foi considerada insuficiente pelas ONGs, que entraram com um recurso pedindo juros e correção monetária a partir da data de citação e não da decisão.
Para o advogado da gravadora, Raul Gravatá, há uma preciptação na decisão do Tribunal. "Existe uma súmula que prevê que os juros são contados a partir da data de citação do processo até o pagamento. Já a correção monetária é fixada no momento da aprovação da decisão", afirma.

Música não teve intenção de ofender, diz gravadora
Segundo o advogado de defesa das ONGs, Humberto Adami, a música, do álbum "Tiririca", lançado em 1997, provocou a ira de muitas mulheres. “Elas ficaram ofendidas e ultrajadas com essa música”, conta. Para o representante da Sony Music, a música em nenhum momento teve a intenção de ofender as mulheres. "Ele usa o termo nega para fazer uma alusão à própria mulher dele. O termo é usado pelos brasileiros não só para mulheres negras como brancas também", explica Gravatá.

Avanço no tratamento de questões raciais
Para Adami, a decisão de corrigir o valor da indenização mostra um avanço no julgamento desse tipo de ação. Para ele, questões raciais ainda não são tratadas como deveriam ser. “Essa decisão é uma mensagem direta para mostrar como a questão da desigualdade racial deve ser tratada. É um momento de se comemorar. A indenização não vai nem para os autores da ação. O dinheiro vai para o Fundo de Direitos Difusos do Ministério da Justiça”, disse o advogado.

Fonte: http://www.paraiba.com.br/2011/03/30/80130-justica-condena-sony-music-a-pagar-indenizacao-por-musica-de-tiririca-considerada-ofensiva-aos-negros

Escócia quer retratação de Neymar e CBF por acusação de racismo

Federação do país manda carta à entidade exigindo pedido de desculpas. Segundo polícia inglesa, banana foi atirada por torcedor alemão no domingo.

A Federação Escocesa de Futebol (SFA) escreveu uma carta à CBF requisitando um pedido de desculpas da entidade e de Neymar após a acusação de racismo durante o amistoso do último domingo, quando o Brasil venceu por 2 a 0 em Londres.

Em comunicado no site oficial, o presidente da SFA, Stewart Regan, afirmou que os torcedores escoceses se sentiram ofendidos com as reclamações dos brasileiros, pois a polícia inglesa informou que o responsável por jogar uma banana no gramado foi um jovem alemão que estava sentado na área reservada aos fãs brasileiros no Emirates Stadium.

- Brasil e Escócia já jogaram várias vezes, sempre em um ambiente colorido e e amigável, e achamos que isso é necessário para apagar os eventos de domingo. Os torcedores escoceses ficaram realmente tristes e incomodados com estas acusações sem provas que colocam em dúvida sua reputação de bem-humorados e respeitosos. Para a questão ficar resolvida, e mostrar que os escoceses não estão envolvidos, nós achamos que a única maneira que podemos agir para defendê-los é pedir uma retratação do jogador e da CBF - disse Regan.

CBF não vai se retratar

Perguntado sobre o assunto, o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, disse não saber de nenhuma carta. E também afirmou que a entidade nada tem a ver com o problema.

- Se enviaram (a carta) eu não sei. Sei que a gente não deve se desculpar de nada. Você viu algo sobre o assunto no site da CBF? Não. Alguém da CBF falou sobre isso? Também não. Ou seja, não temos nada a ver com isso. Não temos que nos retratar de coisa alguma. E acho que nem o Neymar, pois ele não falou nada sobre a Escócia e, sim, sobre o racismo ser algo condenável no futebol - afirmou Paiva, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

Entenda o caso


Logo depois do segundo gol de Neymar no domingo, um torcedor jogou uma banana no gramado durante a comemoração do craque do Santos, que também fez o primeiro da Seleção de Mano Menezes. Após a partida, o atacante reclamou do incidente.

- Esse clima de racismo é totalmente triste. A gente sai do nosso país, vem jogar aqui e acontece isso. Prefiro nem tocar no assunto, para não virar uma bola de neve - disse ao SporTV.

Porém, segundo a polícia inglesa, o torcedor que atirou a banana no campo era alemão e não teria tido a intenção de fazer ofensa racista. Um dia depois do amistoso, Neymar disse a um canal de televisão da Inglaterra que não faria nenhuma reclamação formal sobre o incidente, pois considera que o caso "já é coisa do passado". O alemão responsável por jogar a banana também não será punido pela polícia da Inglaterra.

Fonte:
http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2011/03/federacao-da-escocia-quer-pedido-de-desculpa-de-neymar-por-racismo.html

Ouvidoria da SEPPIR atua em casos de racismo

Denúncia de racismo contra estudante Helder Souza Santos

A Ouvidoria da SEPPIR/PR recebeu, no dia 25 de março, denúncia sobre a discriminação racial sofrida pelo jovem negro Helder Souza Santos, em Jaguarão/RS. Segundo denúncia de seu advogado, Onir de Araújo, Hélder, estudante do curso de história da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), vem sofrendo ameaças de morte desde que revelou ter sido vítima de agressões e racismo praticados por policiais militares na cidade de Jaguarão, na fronteira com o Uruguai.

A denúncia foi autuada, gerando um Processo Administrativo no âmbito da Ouvidoria, que também encaminhou ofícios, em 28 de março, ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, Secretaria de Segurança Pública do RS, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do RS, Corregedoria Geral da Brigada Militar do RS e à Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, solicitando as providências cabíveis. A Secretaria Executiva da Secretaria Nacional de Direitos Humanos também foi oficiada sobre a possibilidade de incluir Helder em um programa de proteção à vítima.

As ações incluíram também envio de documento ao Ministério da Educação para verificar a possibilidade de transferir Helder da UNIPAMPA para uma Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). As decisões a respeito da transferência serão definidas em reunião com o Reitor da UFRB, professor Paulo Gabriel, agendada para a próxima sexta-feira, 1º de abril, onde estarão presentes o estudante, o denunciante e advogado, Onir de Araújo, e o ouvidor da SEPPIR, Carlos Júnior. Organismos e instituições baianas também estão sendo acionados para auxiliarem na permanência do jovem no estado.

O estudante Helder Souza Santos, que ingressou na UNIPAMPA por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), deixou Jaguarão, com a ajuda de seu advogado e hoje se encontra em Porto Alegre. A SEPPIR já providenciou sua passagem para participar da reunião na UFRB, na Bahia.

Entenda o caso – Após sair de uma festa com os amigos, em Jaguarão, no dia 6 de fevereiro, o estudante negro Hélder Souza Santos foi abordado por policiais militares para uma revista. Ao questionar o motivo da abordagem dos policiais que, afirma ter sido truculenta, o estudante teria sido agredido, jogado no chão e algemado, além de ter ouvido ofensas racistas. “As pessoas pediram para não me levar porque conheciam a gente. Um dos policiais estudou comigo na minha sala. Mesmo assim, fizeram esse tipo de coisa”, conta Helder. No dia seguinte, o estudante teria registrado ocorrência de racismo e agressão na Corregedoria da Brigada Militar (BM) e na Polícia Civil, o que levou o caso ao conhecimento da imprensa local. Helder teria então começado areceber ameaças de morte, sendo obrigado a deixar a cidade onde estuda, Jaguarão/RS.

Deputado Federal faz declarações racistas

Em participação no programa CQC, da TV Bandeirantes, na noite do dia 28 de março, o Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) deu declarações racistas e homofóbicas, atacando negros e gays. Quando perguntado pela cantora Preta Gil sobre sua posição caso um de seus filhos se apaixonassem por uma negra, o parlamentar fez sua fala mais polêmica, afirmando: "Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados. E não vivem em ambiente que, lamentavelmente, é o teu".

A Ouvidoria da SEPPIR recebeu a denúncia do caso no final da tarde do dia 29 de março, providenciando a autuação, que gerou um Processo Administrativo no âmbito do setor. A Ouvidoria também encaminhou ofícios, com a gravação do vídeo do programa, ao Ministério Público Federal do Distrito Federal e Territórios, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar e à Comissão de Direitos Humanos e Minorias, ambas da Câmara dos Deputados, solicitando as providências cabíveis ao caso.

A SEPPIR está trabalhando pelo fim do racismo no Brasil e por isso, além de atuar por meio de políticas públicas e de sua Ouvidoria, lançou, esse ano, a Campanha Igualdade Racial é pra valer.



Por Comunicação Social da SEPPIR/PR

quarta-feira, 30 de março de 2011

'Estou passando por um terror', diz Preta Gil em evento em SP

Cantora foi escolhida para ser a rainha da XV Parada Gay de São Paulo.
'Sou negra, gay e feliz', afirmou no lançamento oficial da Parada.

A cantora Preta Gil, escolhida para ser a rainha da XV Parada Gay de São Paulo, disse, no lançamento oficial do evento, na noite desta quarta-feira (30), na Zona Oeste de São Paulo, que "está passando por um terror", sobre a polêmica com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).
No programa "CQC", da TV Bandeirantes, exibido na noite de segunda (28), Bolsonaro afirmou que não discutiria "promiscuidade" ao ser questionado pela cantora Preta Gil, sobre como reagiria caso o filho namorasse uma mulher negra.
A pergunta, previamente gravada, foi apresentada no quadro do programa intitulado "O povo quer saber": "Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?" Bolsonaro respondeu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu."
Ao lado de representantes do movimento LGBT e de autoridades dos governos estadual e municipal, Preta Gil, ao comentar sobre ter sido escolhida para a rainha da XV Parada Gay, disse que aceitou a honraria "com muita humildade". Em seguida, falou sobre a polêmica com o deputado federal. "Coincidentemente, estou passando por um terror. Fui agredida por um político, que não agrediu apenas a mim, mas aos homossexuais e negros. Sou negra, gay e feliz", afirmou.
Ela lembrou que foi criada com muita liberdade e que, por isso, defende a causa do movimento gay. "É uma causa minha desde que nasci. E crio o meu filho com a mesma liberdade. Por isso fico muito feliz de ver aqui representantes da polícia, da política e outros setores da sociedade organizada, porque acredito que podemos mudar sim essa onda de violência contra os homossexuais", declarou.
Nesta quarta, Jair Bolsonaro disse, durante o velório do ex-vice-presidente José Alencar, que está se “lixando” para os movimentos homossexuais.Questionando sobre o que achava dos movimentos homossexuais, que o acusam de homofobia, ele afirmou:
“Eu estou me lixando para esse pessoal. Criaram aí a frente parlamentar de combate à homofobia, frente gay aí. O que esse pessoal tem para oferecer para a sociedade? Casamento gay? Adoção de filhos? Dizer que se seus jovens, um dia, forem ter um filho, que se for gay é legal? Esse pessoal não tem nada a oferecer.”
Apesar das críticas, Bolsonaro afirmou não ter nada contra o que os homossexuais fazem "entre quatro paredes". "Não tenho nada a ver. Cada um faz o que quer com seu corpinho cabeludo entre quatro paredes. O que eles têm para me oferecer não interessa. Agora, eu não quero que o público LGBT crie currículo para as escolas públicas de primeiro grau."
O deputado também criticou a cantora Preta Gil dizendo que ela não tem “credibilidade” para falar em ética. Após a exibição do programa em que Bolsonaro responde a uma pergunta sobre namoro com negras, Preta Gil postou no Twitter que processaria Bolsonaro: "Advogado acionado, sou uma mulher Negra, forte e irei até o fim contra esse Deputado, Racista, Homofóbico, nojento".
“Todo mundo que quiser entrar com processo é justo. O caminho para resolver os problemas é na Justiça. Agora, que exemplo ela tem de vida para cobrar ética? Se você entrar no blog dela, está escrito lá que ela já participou de atos sexuais com outras mulheres, participa de suruba”, afirmou.
Bolsonaro disse não temer perder a cadeira na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. "Quem manda na minha cadeira é o líder do meu partido", afirmou, dizendo ainda que não vai parar de defender suas ideias. "Soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é covarde. Estou aqui para defender minhas ideias. (...) Não vou me acovardar por ação da Preta Gil."
Ao ser questionado sobre se é racista, ele disse: "Racista, eu? Só tem pobre nas Forças Armadas, como posso ser racista?"


'Estou me lixando para esse pessoal', diz Bolsonaro sobre movimento gay

Ele afirmou ainda que Preta Gil não tem ‘credibilidade' para falar em ética.
Deputado associou, em TV, namoro com negras a 'promiscuidade'.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse nesta quarta-feira (30), durante o velório do ex-vice-presidente José Alencar, que está se “lixando” para os movimentos homossexuais. Ele se envolveu nesta semana em uma polêmica após associar, em um programa de televisão, namoro com negras a “promiscuidade”. O deputado explicou que queria dizer que namoro entre gays é promiscuidade.
No programa "CQC", da TV Bandeirantes, exibido na noite de segunda (28), Bolsonaro afirmou que não discutiria "promiscuidade" ao ser questionado pela cantora Preta Gil, sobre como reagiria caso o filho namorasse uma mulher negra.
A pergunta, previamente gravada, foi apresentada no quadro do programa intitulado "O povo quer saber": "Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?" Bolsonaro respondeu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu."
“O que eu entendi ali da Preta Gil, por Deus que está no céu, era como eu reagiria no caso do meu filho tivesse um relacionamento com um gay. Foi isso que eu entendi”, explicou o deputado, em entrevista no Palácio do Planalto.
Questionando sobre o que achava dos movimentos homossexuais, que o acusam de homofobia, ele afirmou:
“Eu estou me lixando para esse pessoal. Criaram aí a frente parlamentar de combate à homofobia, frente gay aí. O que esse pessoal tem para oferecer para a sociedade? Casamento gay? Adoção de filhos? Dizer que se seus jovens, um dia, forem ter um filho, que se for gay é legal? Esse pessoal não tem nada a oferecer.”
Apesar das críticas, Bolsonaro afirmou não ter nada contra o que os homossexuais fazem "entre quatro paredes". "Não tenho nada a ver. Cada um faz o que quer com seu corpinho cabeludo entre quatro paredes. O que eles têm para me oferecer não interessa. Agora, eu não quero que o público LGBT crie currículo para as escolas públicas de primeiro grau."

Cotas
O deputado também criticou projetos de lei que estabelecem cotas para gays no ensino público. "A Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, lançou aí o Programa Nacional de Direitos Humanos para o público LGBT, que cria cotas para professor homossexual de primeiro grau. Cria bolsa de estudos para jovem homossexual. Cria estágio remunerado para jovem homossexual. Agora, além das cotas mais variadas que temos hoje, vai ter cota para homossexual", disse.
O deputado também criticou a cantora Preta Gil dizendo que ela não tem “credibilidade” para falar em ética. Após a exibição do programa em que Bolsonaro responde a uma pergunta sobre namoro com negras, Preta Gil postou no Twitter que processaria Bolsonaro: "Advogado acionado, sou uma mulher Negra, forte e irei até o fim contra esse Deputado, Racista, Homofóbico, nojento".
“Todo mundo que quiser entrar com processo é justo. O caminho para resolver os problemas é na Justiça. Agora, que exemplo ela tem de vida para cobrar ética? Se você entrar no blog dela, está escrito lá que ela já participou de atos sexuais com outras mulheres, participa de suruba”, afirmou.
Bolsonaro disse não temer perder a cadeira na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. "Quem manda na minha cadeira é o líder do meu partido", afirmou, dizendo ainda que não vai parar de defender suas ideias. "Soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é covarde. Estou aqui para defender minhas ideias. (...) Não vou me acovardar por ação da Preta Gil."
Ao ser questionado sobre se é racista, ele disse: "Racista, eu? Só tem pobre nas Forças Armadas, como posso ser racista?"

SJCDH apresenta projeto Justiça Comunitária a lideres do Beirú

A proposta do Núcleo de Justiça Comunitária – projeto que faz parte das ações do Programa de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) – foi apresentada nesta quarta-feira (30) por representantes da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) aos lideres comunitários e professores de escolas públicas do bairro de Beirú/Tancredo Neves. O projeto é uma ação realizada por meio de Convênio entre o Ministério da Justiça e a SJCDH e visa capacitar lideranças das comunidades para mediar conflitos dentro da comunidade e promover a convivência sem violência.

O encontro desta quarta-feira foi realizado na Casa Pronasci – local que disponibilizará diversos serviços para a comunidade e que deve começar a funcionar no bairro a partir do próximo mês. Em Beirú/Tancredo Neves, o objetivo é capacitar pelo menos 30 lideres comunitários para que eles possam resolver conflitos através do diálogo e, a partir disso, fortalecer as redes sociais que também ajudam na prevenção e resolução desses conflitos. Além do Beirú, serão instalados mais dois Núcleos em Salvador, um em Lauro de Freitas e um em Camaçari.

No encontro, o secretário da Justiça, Almiro Sena, defendeu a proposta da formação de mediadores de dentro da comunidade por entender que eles, por serem moradores do local, podem identificar melhor as causas dos conflitos. “Ninguém melhor do que os moradores para trabalhar como agentes do Núcleo. Tenho certeza de que eles buscarão resolver os conflitos sempre da melhor forma possível. Nós, da Secretaria da Justiça, entramos com os conhecimentos técnicos. Eles, com a experiência de viver na comunidade”, afirmou Almiro Sena.

Mediadores

Para participar do programa, a Secretaria selecionará, dentro da comunidade, pessoas maiores de 18 anos, que tenham experiência com trabalhos sociais, voluntariado ou movimentos populares. De acordo com o coordenador de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos da SJCDH, Marcos Rezende, eles passarão por um curso de formação de agentes do Justiça Comunitária, com carga horária de 60 horas. Uma vez aptos, atenderão solicitantes que estejam envolvidos em conflito. A expectativa é que essa seleção ocorra ainda no mês de abril.

Pronasci em Beirú/Tancredo Neves

O Núcleo de Justiça Comunitária funcionará na primeira Casa do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) de Salvador, instalada em Beirú/Tancredo Neves. A Casa integra o projeto do Governo Federal “Território de Paz” e será coordenada pela Secretaria da Justiça, responsável pelo desenvolvimento das ações sociais do Programa na Bahia.

Além do Núcleo, a Casa Pronasci terá postos da Superintendência de Apoio e Defesa do Consumidor (Procon), da Defensoria Pública, do Ministério Público, da Ouvidoria da Secretaria da Segurança Pública para prestar atendimento gratuito à população. O local abrigará também as coordenações do Mulheres da Paz e do Proteção de Jovens em Território Vulnerável (Protejo), dois dos projetos do Pronasci em Beirú/Tancredo Neves.

Outras intervenções realizadas por meio do Pronasci são a reforma e recuperação da Praça Sérgio Carneiro e do Anfiteatro, ambos no bairro do Arenoso, sob a coordenação da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e supervisão da Secretaria da Justiça. A Conder também é responsável pelas obras na Praça da República e pela construção da Praça da Juventude, ambas no Beirú/Tancredo Neves. Segundo o coordenador executivo do Pronasci Bahia, Cláudio Melo, essas intervenções urbanas vão ajudar a atingir a meta do Programa Nacional que busca articular políticas de segurança com ações sociais.

Bolsonaro quer explicar ao Conselho de Ética declaração considerada racista




Jornal da Noite
brasil@eband.com.br

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pediu sua própria convocação pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, para prestar esclarecimentos sobre suas declarações em entrevista ao programa CQC, da TV Bandeirantes, exibido na segunda-feira.

Durante o programa, em resposta à cantora Preta Gil, que perguntou ao deputado o que ele faria se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra, Bolsonaro respondeu: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”. O deputado afirmou em nota divulgada nesta terça-feira que entendeu errado a pergunta e achou que a artista se referia a uma relação homossexual.

"Se eu fosse racista, nunca diria isso na televisão, não sou louco. Mas não tenho qualquer problema com isso, tenho funcionários negros, minha esposa é afrodescendente, e meu sogro é mais negro que mulato", defendeu-se.

Na nota, Bolsonaro ressalta ainda que o próprio apresentador do CQC, Marcelo Tas, ao comentar a entrevista, disse que o deputado não deve ter entendido a pergunta. “Eu fiz a entrevista com um laptop e uma câmera. Se o próprio Tas ou o Gentili [Danilo Gentili, repórter do programa] estivessem lá, teriam refeito a pergunta e nada disso teria acontecido”, argumentou o deputado, lembrando que as perguntas, inclusive a de Preta Gil, foram apresentadas a ele por meio de um computador.

Representações

O deputado Edson Santos (PT-RJ), ex-ministro da Igualdade Racial, entregou nesta terça-feira ao presidente da Câmara, Marco Maia, uma representação para que a Corregedoria da Câmara avalie se o comportamento de Bolsonaro pode ser considerado quebra de decoro parlamentar. "Ele vem tomando atitudes preconceituosas contra homossexuais há muito tempo, e esse comportamento não pode ser relevado", disse.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), fará ofícios à Procuradoria-Geral da República e ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, para que Bolsonaro seja investigado por racismo.

Também o deputado Jean Wyllys (PSol-RJ), coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), disse que tomará providências contra Bolsonaro. "É por isso que precisamos aprovar o projeto que criminaliza a homofobia, porque foi o deputado se referir aos negros e todos viram o absurdo de suas ideias, mas os homossexuais são ofendidos todos os dias", defendeu. O projeto (PL 5003/01) foi aprovado pela Câmara e aguarda análise do Senado.

Bolsonaro se defendeu dizendo que não é homofóbico, mas acredita que "o Estado brasileiro não pode apoiar esse tipo de comportamento que atenta contra a família e o lar dos brasileiros".

Comentário deixa mandato de deputado em risco

Uma entrevista pode custar ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) sua longa — e controversa — carreira política. O presidente da Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas, o também deputado federal Luiz Alberto (PT-BA), disse que vai pedir hoje para que seja instaurada uma Comissão de Ética para avaliar as declarações dadas por Bolsonaro em resposta a uma pergunta da cantora Preta Gil, que teriam caracterizado, segundo ele, quebra de decoro parlamentar.

Luiz Alberto também pretende pedir processo no Supremo Tribunal Federal para enquadrar Bolsonaro por crime de racismo.

Jair Bolsonaro foi convidado na segunda-feira à noite para o quadro ‘O povo quer saber’, do programa CQC, da TV Bandeirantes, em que personalidades respondem perguntas de famosos e anônimos. O deputado foi questionado por Preta Gil sobre o que ele faria caso seu filho se apaixonasse por uma negra, ao que ele respondeu: “Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro este risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambientes, como lamentavelmente é o teu”.

O deputado alegou ontem, em nota oficial, que “a resposta dada deve-se a errado entendimento da pergunta — percebida, equivocadamente, como questionamento a eventual namoro de meu filho com um gay”. Bolsonaro reiterou ainda que não é apologista do homossexualismo, “por entender que tal prática não seja motivo de orgulho”.

A filha do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil comentou em seu perfil no Twitter que acionou seu advogado para processar o político. “Irei até o fim contra esse deputado racista, homofóbico, nojento, conto com o apoio de vocês. Não farei só por mim, mas sim por todos os Brasileiros e Brasileiras que se sentiram ofendidos pelo tal, e caso ganhe, o dinheiro será usado no combate a intolerância racial, sexual e social” , escreveu.

O advogado da cantora, Ricardo Brajterman, afirmou que, na Justiça criminal, vai entrar com uma representação no Ministério Público por crime de intolerância racial e homofobia. Na esfera cível, ingressará com uma ação para reparação por danos morais. Para completar, o advogado encaminhará com uma notificação junto à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O advogado contou que Preta Gil chorou ao assistir à entrevista do parlamentar.

OAB também vai pedir processo na Câmara

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio, Wadih Damous, também anunciou que vai enviar hoje ofício ao corregedor da Câmara dos Deputados para abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar contra Bolsonaro.

“O Congresso não merece ter em suas fileiras parlamentares que manifestam ódio a negros e gays”, enfatizou Damous.

De acordo com o presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB, Marcelo Dias, se Bolsonaro for enquadrado no crime de injúria qualificada, pode pegar pena de até dois anos de detenção. “Ele vai manchar a biografia dele, mas provavelmente vai só pagar uma multa ou cestas básicas, cujo valor depende do juiz”, explicou Dias.

Segundo ele, a família Bolsonaro já é conhecida da comunidade negra por contestar na Justiça todas as ações em prol da comunidade negra: “O filho dele entrou com ação para derrubar a lei das cotas, o pai apoia tudo contra comunidades quilombolas. O comportamento dele é racista de longa data”, frisou.

União de deputados contra racismo

As declarações de Bolsonaro mobilizaram deputados federais de vários partidos. “Vamos (vários deputados) ao Conselho de Ética da Casa, Procuradoria Geral da República e Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Humana”, escreveu no Twitter a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Manuela d'ávila (PCdoB-RS).

Ivan Valente (Psol-SP) postou no seu perfil do site que representantes do PCdoB, PDT, PT e toda a bancada do Psol assinaram representação contra Bolsonaro por crime de racismo. A expressão ‘forabolsonaro’ entrou na lista dos termos mais utilizados no Twitter.

Indignação

PRETA GIL
cantora, em seu perfil no Twitter

“Que homem é esse? Como pode ter coragem de falar atrocidades na televisão! Como ele dorme? O que me choca ainda mais é que existem pessoas que defendem ele e acham que eu quero ganhar dinheiro processando ele ou aparecer na mídia. Pelo amor de Deus, eu não preciso disso, sou uma mulher que tenho o direito de me defender e me sinto na obrigação de fazê-lo”.

Repercussão na internet

MARCELO TAS apresentador do programa CQC, da Bandeirantes

“Ele fez associação da raça negra com promiscuidade e isso é absolutamente inadmissível, principalmente vindo de um deputado”

JEAN WYLLYS deputado federal pelo Psol, escritor e ex-BBB

“Peço aos cidadãos que se sentiram ofendidos com o episódio envolvendo o Bolsonaro que enviem suas manifestações para cdh@camara.gov.br

BRIZOLA NETO deputado federal pelo PDT, em seu perfil no Twitter

“Bolsonaro, como deputado, não está acima das leis. E, graças a Deus, uma das leis é a que faz do racismo um crime inafiançável”

LUCIANO HUCK apresentador de programas da TV Globo

“Feliz um país que tem alguém como você como cidadã. Lamento por aqueles que votaram neste infeliz que está onde não deveria estar”

ZÉLIA DUNCAN cantora de Música Popular Brasileira,em seu Twitter

“Bolsonaro admite ser homofóbico,mas nega ser racista, pois racismo no Brasil é crime, homofobia não.Quem está enojado como eu levanta a mão!”

FLÁVIO BOLSONARO, deputado estadual, filho de Jair

“Ele entendeu errado. Jair Bolsonaro não é racista nem homofóbico, é apenas contrário às cotas raciais e à apologia ao homossexualismo”

Fonte: O Dia

A Juventude e o Álcool


terça-feira, 29 de março de 2011

Seminário discutiu políticas públicas para população de rua


Nos dois dias do 2º Seminário da População em Situação de Rua serão discutidos temas como saúde, habitação e trabalho. Na abertura do evento, nesta terça-feira (29), o secretário Almiro Sena reafirmou o compromisso da Secretaria em apoiar o Movimento da População de Rua para a implantação, em Salvador, de um Centro de Defesa dos Direitos da População de Rua e pediu a contribuição do Movimento no desenvolvimento do Plano de Enfrentamento ao Crack.

Na abertura do 2º Seminário da População em Situação de Rua, nesta terça-feira (29), o secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena, reafirmou o compromisso da Secretaria em fazer com que as políticas públicas, sob a responsabilidade do órgão, cheguem até este segmento. O Seminário – que segue até amanhã na Ação Social Arquidiocesana da Salvador, Garcia – é promovido pelo Movimento da População de Rua e o Fórum de Discussão Permanente da População em Situação de Rua.

Representantes do poder público e de organizações da sociedade civil vão discutir, nestes dois dias, estratégias para enfrentamento da discriminação no atendimento da saúde e acompanhamento pelo Programa Saúde da Família; alternativas para inserção no mercado de trabalho; e inclusão dessas pessoas em programas sociais como o “Minha Casa, Minha Vida”.

Em relação à Secretaria da Justiça, a demanda é quanto ao apoio para a implantação, em Salvador, de um Centro de Defesa dos Direitos da População de Rua. No último dia 18, a coordenadora do Movimento da População de Rua, Maria Lúcia Pereira, esteve no órgão para pedir o apoio do secretário Almiro Sena. Uma equipe técnica da SJCDH foi disponibilizada para verificar a viabilidade do projeto apresentado pelo Movimento e a melhor forma de implantá-lo.

“Começamos um diálogo com o Movimento para desenvolvermos o projeto do Centro. Esse será um espaço importante para a cidadania dessas pessoas”, disse o secretário Almiro Sena que também convidou a coordenadora para participar, ainda esta semana, de reunião para discutir as contribuições que a instituição pode dar no desenvolvimento do Plano de Enfrentamento ao Crack - que será coordenado pela SJCDH.

Uma pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social em 2008 identificou 31.922 pessoas (acima de 18 anos) vivendo em situação de rua em 71 cidades brasileiras. Segundo Maria Lúcia Pereira, a estimativa é que hoje, pelo menos 4 mil pessoas estejam nesta situação somente em Salvador.

De acordo com Maria Lúcia Pereira, o Movimento trabalha na perspectiva de garantir a essas pessoas condições mais dignas. Com um ano de funcionamento, a instituição atendeu a pelo menos 150 pessoas, orientando-as sobre direitos e deveres enquanto cidadãs. “A população de rua sempre foi tão discriminada e tão invisível, que muitos acham que seu único direito é não ter direito. O Movimento trabalha justamente para dizer a eles o contrário”, afirmou.

Entre os meses de dezembro de 2010 e março deste ano, um grupo de estudo da Universidade Federal da Bahia, em parceria com o Movimento desenvolveu uma pesquisa qualitativa e quantitativa sobre as condições de vida e de trabalho das pessoas em situação de rua. A pesquisa apontou que a maior parte dessa população é negra, do sexo masculino, com idades entre 19 e 49 anos. Dos entrevistados, a maioria confirmou que foi viver nas ruas por causa de problemas familiares.

Participam do 2º Seminário pessoas em situação de rua, representantes do Ministério da Saúde; das Secretarias do Estado do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte e Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza; Secretaria Municipal da Saúde; Ação Social Arquidiocesana; Universidade Federal da Bahia; Fórum de Tuberculose; Força Feminina; Conselho Regional de Psicologia e Voluntárias Sociais da Bahia.



Deputados protocolam processo contra Bolsonaro por suposto racismo

Deputados protocolaram, na noite desta terça-feira, representação para que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) seja investigado pela Corregedoria da Câmara por quebra de decoro parlamentar, por causa de comentários supostamente racistas feitos por ele durante o programa CQC, da TV Bandeirantes, exibido ontem (28).
Bolsonaro alegou não ter tido a intenção de fazer nenhuma declaração racista. A representação, assinada por 20 deputados, pede ainda que Bolsonaro seja destituído da Comissão de Direitos Humanos e Minorias pelo seu partido, o PP. “Não cabe uma pessoa que não defenda esses direitos atuar em uma comissão voltada para esse fim”, disse a presidente do colegiado, deputada Manuela D’ávila (PCdoB-RS). “
Desta vez, Bolsonaro caiu na própria armadilha ao fazer declarações racistas. Se antes ele podia injuriar as mulheres, os homossexuais e outras minorias impunemente, agora ele cometeu um crime previsto pela Constituição”, disse o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), um dos signatários do documento.
A representação também será encaminhada ao Ministério Público e à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, entre outros. Defesa Mais cedo, Bolsonaro informou que pediria a sua convocação pelo Conselho de Ética da Câmara para esclarecer o caso.
Ele garantiu não ser racista. Bolsonaro disse que entendeu errado uma pergunta feita pela cantora Preta Gil e pensou estar criticando o casamento gay, e não o namoro de uma mulher negra com um homem branco. "O que eu entendi da Preta Gil foi o seguinte: caso seu filho tenha um relacionamento com um gay, como você procederia? Foi isso que eu entendi. Tanto é que, se pegar minha resposta, não casa com a pergunta do CQC. Alguma coisa errada aconteceu: ou eu não entendi a pergunta, que eu acho que é o mais certo, ou até um possível equívoco no tocante à edição da matéria. Só isso e mais nada. Até porque, quem seria maluco de dar uma resposta daquela? Até mesmo uma pessoa racista não responderia aquilo, muito menos alguém que depende de voto para ficar aqui", disse o deputado. "Tenho funcionários negros, minha esposa é afrodescendente e o meu sogro é mais negro que mulato", acrescentou.



Deputado associa na TV namoro com negras a 'promiscuidade'


Ele respondeu à indagação sobre como reagiria se filho namorasse negra. Nesta terça, Jair Bolsonaro (PP) disse que não entendeu a pergunta.


O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou que não discutiria "promiscuidade" ao ser questionado pela cantora Preta Gil, no programa "CQC", da TV Bandeirantes, sobre como reagiria caso o filho namorasse uma mulher negra.

A pergunta, previamente gravada, foi apresentada ao deputado na noite desta segunda-feira (28), no quadro do programa intitulado "O povo quer saber": "Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?" Bolsonaro respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu.”

Após a exibição do programa, Preta Gil postou no Twitter que processaria o deputado. "Advogado acionado, sou uma mulher Negra, forte e irei até o fim contra esse Deputado, Racista, Homofobico, nojento". Procurado pela reportagem do G1, Bolsonaro disse por telefone nesta terça-feira (29) que não quis ofender a cantora Preta Gil, filha do ex-ministro e compositor Gilberto Gil.

O deputado afirmou que não compreendeu a pergunta feita por ela e por isso respondeu daquela maneira. "O que eu entendi, na pergunta, foi 'o que você faria se seu filho tivesse relacionamento com um gay'. Por isso respondi daquela maneira", disse Bolsonaro. "Não sou racista. Apesar de não aprovar o comportamento da Preta Gil, não responderia daquela maneira." Apesar disso, o deputado disse que não vai telefonar para a cantora para explicar o mal-entendido.

A respeito de eventuais questionamentos na Câmara dos Deputados, ele afirmou que explicará o "equívoco" a qualquer parlamentar que queira questioná-lo.


Gays

Bolsonaro não retirou as demais respostas exibidas a perguntas formuladas no programa. O deputado disse que os filhos dele não são gays porque tiveram uma boa educação. "Eles tiveram uma boa educação.

Eu sou um pai presente, então não corro esse risco [de ter um filho gay]". Questionado no programa sobre como reagiria caso se o filho fosse usuário de drogas, Bolsonaro disse: "Daria uma porrada nele, pode ter certeza disso".

O deputado disse ser contra as cotas raciais adotadas em várias universidades brasileiras. Bolsonaro afirmou ainda que os presidentes do período militar são seus "gurus" na política, e que, se dependesse dele, Dilma Rousseff "jamais" seria presidente da República. "O passado dela é de sequestros e roubos", disse, referindo-se à participação de Dilma em organizações armadas que combateram a ditadura.


Fonte: G1

Preconceito racial, sexual, social… NÃO!


Ontem no CQC, o deputado federal Jair Bolsonaro expos, como já fez outras vezes, sua simpatia pela ditadura e sua postura preconceituosa, para dizer o mínimo, em relação a gays e negros. Bolsonaro foi eleito deputado federal pelo PP- Partido Progressista e representa uma parcela da população brasileira. Ao contrário dele, eu repudio a ditadura e o preconceito de qualquer natureza. Inclusive o preconceito de alguns que acreditam que um programa de humor não deva tratar desse assunto. Espero que que a exposição das idéias do deputado em rede nacional contribua para o aprimoramento do exercício da liberdade e do convívio racial, sexual e social no nosso país.


Preta Gil responde comentário preconceituoso de deputado



O CQC desta segunda-feira, dia 28, exibiu o quadro "O Povo Quer Saber" com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Ao responder perguntas de anônimos e famosos, o político revelou que sente saudades da época da ditadura e disse não correr o risco de ter um filho homossexual. Ao ser questionado por Preta Gil sobre como reagiria caso um filho seu namorasse uma negra, ele intitulou a possibilidade de "promiscuidade". "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu", disse o deputado.

Em resposta ao deputado, a cantora disse em seu Twitter: "Advogado acionado, sou uma mulher Negra, forte e irei até o fim. Racismo é crime! E ele assume que o é. Conto com o apoio de vocês e na realidade vamos agradecer ao CQC que nos deu a prova maior".

Em seu blog, Marcelo Tas se manifesta contra o depoimento de Bolsonaro. "Ao contrário dele, eu repudio a ditadura e o preconceito de qualquer natureza. Inclusive o preconceito de alguns que acreditam que um programa de humor não deva tratar desse assunto", disse o líder do CQC.



quarta-feira, 23 de março de 2011

Racismo: deputado do DEM chama ministro do STF de “moreno escuro”

O ex-governador e deputado Júlio Campos (DEM-MT) provocou polêmica nesta terça-feira (22) ao se referir ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa como "moreno escuro" durante uma reunião da bancada do partido.
O deputado defendia a prisão especial para autoridades, como parte da reforma do Código de Processo Penal, que deve ser votada pela Câmara nesta quarta-feira. A certa altura, Campos disse que processos podem cair nas mãos "do moreno escuro do Supremo" – Barbosa é o primeiro ministro primeiro negro do STF.
O líder do DEM na Câmara, deputado ACM Neto (BA), que conduzia a reunião, minimizou o racismo de seu colega. “A frase não pode ser descontextualizada. Quem estava presente percebeu que a frase não teve caráter preconceituoso", disse ACM Neto. Mas outros deputados que estavam presentes – todos do conservador DEM, diga-se – reclamaram da frase.
O próprio Campos admitiu seu ato falho e entrou em contato com o gabinete de Joaquim Barbosa para enviar desculpas. Tudo, segundo ele, “para evitar possíveis constrangimentos e interpretações dúbias".
O gabinete de Barbosa confirmou o telefonema e disse que o deputado se comprometeu a enviar um pedido de desculpas por escrito. Em nota à imprensa, Júlio Campos afirmou que, "quando usou a expressão 'ilustre ministro moreno escuro' em menção ao ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, foi somente por não lembrar naquele momento o nome do magistrado". Segundo o deputado, não houve interesse de "desmerecer" o ministro com o uso da expressão.

Plenário do Senado vota criação do Dia da Consciência Negra

Celebrado em 20 de novembro, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra pode se transformar em feriado nacional.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (23), substitutivo da Câmara dos Deputados a projeto de lei do Senado (PLS 520/03) que cria a data, mas não o feriado. Relator da matéria, o senador Paulo Paim (PT-RS) quer consagrar o dia à rejeição a todo tipo de preconceito.
Atualmente, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra já é reconhecido e comemorado como feriado estadual em 225 cidades brasileiras de 11 estados, incluindo três capitais (São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá). Coube à Câmara alterar o PLS PLS 520/03 para declarar feriado nacional o dia dedicado a homenagear a história do líder negro Zumbi dos Palmares. "Queremos consagrar esse dia à discussão do preconceito não só contra o negro, mas contra as mulheres, os idosos, as crianças", ressaltou Paim ao ler o parecer favorável ao substitutivo da Câmara.
Ainda na sua argumentação, o relator ressaltou a importância de se equiparar o Dia Nacional da Consciência Negra "a outras datas essenciais para a sociedade brasileira, como o 21 de abril, dedicado a Tiradentes e às causas libertárias; o 7 de setembro, marco da independência nacional; e o 15 de novembro, em que se celebra o fato de maior relevância da história da República".
Zumbi dos Palmares (1655-1695) morreu em combate em 20 de novembro. Considerado um herói da resistência contra a escravidão no Brasil, ele foi líder do Quilombo dos Palmares, em Alagoas, o maior da história do Brasil, que durou mais de 60 anos e chegou a abrigar, segundo historiadores, cerca de 20 mil pessoas. O PLS PLS 520/03 será votado ainda pelo Plenário do Senado e, sendo aprovado, será encaminhado à sanção presidencial.

Luiz Carlos Antero: A cínica ternura do Império

Com uma guerra decretada e sorrisos da Disneylândia, Barack Obama veio ao Brasil, fascinando desprevenidos enquanto poderosos mísseis ceifavam destruição e centenas de vidas na Líbia. Entretanto, qualquer balanço da visita do presidente dos EUA (Estados Unidos da América) envolverá certezas e perplexidades.




Foi uma oportunidade ímpar para o exame próximo da moderna face e efêmera reciclagem do clássico terrorista de Estado conhecido como Tio Sam. Essa inspiração dos astuciosos profissionais marqueteiros na arte de artificialmente derreter e recriar sentimentos e emoções. Ou, no limite entre a ficção científica e uma experiência genética de laboratório, um replicante do clássico Blade Runner, de Ridley Scott, geneticamente programado para viver certo tempo, suficiente para cumprir sua (melancólica) missão na política do Império.


Aqui no Brasil, um negro de semblante sereno, persuasivo, simpático e benevolente – não obstante os séculos de porões, correntes, chibatas e mourões –, vendido e rendido, em todos os seus sentidos, como redentor da democracia e dos oprimidos de todo o mundo. E, no fim, duramente avaliado como um negro de alma branca, exatamente por ser desprovido disso que as religiões costumam chamar de “alma”. Mas que enganaria qualquer caçador de replicantes: em sua memória há lembranças de uma família e até do Rio de Janeiro.


Contou para o Brasil todo que sua mãe assistiu ao filme Orfeu da Conceição, rodado no Rio (em 1959, com direção do francês Marcel Camus), onde ocorreu o fascínio pelos seus protagonistas negros no ambiente de uma favela carioca. Daí ao casamento com a raça e ao nascimento de Barack Obama foi um pulo: ele tornou-se brasileiro, antes de ser criancinha, até na inspiração.


Sinistra criação


Quem poderia associá-lo a uma sinistra criação, a um só tempo romântica e terrificante? Derramou, assim, sorridente, sua midiática presença sobre a credulidade das pessoas no simultâneo ato do cruento sinal verde para a chacina em larga escala na Líbia – sob o glamuroso nome de Odissey Dawn (“alvorada do amanhecer”). Tudo no surreal paradoxo de sua imagem de singelo governante negro, entretanto protegido por uma segurança de guerra – e vomitando guerra. Da iniciativa original de despejar publicados 112 mísseis e dezenas de caças sobre o território líbio, até sua partida, as máquinas letais de guerra e sangue em expansão já alcançavam centenas de vítimas entre mortos e feridos.


Entre as certezas, existe uma que se destaca. Costuma-se ter informações ou critérios quando se recebe alguém – e aqui não se trata de visita doméstica. As nações que buscam a efetiva democracia, interna e externamente, não obstante as consagradas relações universais de amizade entre os povos e ainda que às voltas com as metas e compromissos meramente comerciais, verificam quando o governo do país visitante age ou não em consonância com seu povo, a quais interesses obedece no seu ordenamento interno, se incorpora alguma harmonia entre as aspirações populares e os propósitos dos seus governantes, submetidos a um poder de Estado – que, por sua vez, reúne em sua essência as contradições que subordinam tais interesses e propósitos, hegemonizados por suas classes dominantes.


E, com tudo isso, tratam, nessa mínima avaliação, de acrescentar alguma informação acerca do seu grau de hostilidade pelo mundo. Tal certeza informa que apenas na Disney algum de seus prosaicos personagens se prepararia para receber festivamente um improvável amigo, sinal claro das dúvidas (espera-se que apenas isso, descontando-se os eventuais brindes) persistentes no interior do nosso governo acerca da natureza do imperialismo.


Explícito militarismo


Nesse sentido conceitual, dificilmente uma visita poderia ser tão inócua, frustrante e patética quanto esta – marcada por demonstrações de explícito militarismo aqui e alhures.


Inócua (aos subordinados) porque, em suas relações conosco, os governos dos EUA jamais primaram pela generosidade. Tio Sam teve sempre sua essência articulada à ganância econômica e imperial desenfreada, bem distante dos ingênuos folguedos infantis. E interferiu historicamente no Brasil para atrasar seu desenvolvimento, aumentando o fosso assimétrico entre os dois países, golpeando ou promovendo retrocessos democráticos como em 1964 e interferindo nos processos eleitorais – por último no ano de 2010 – ao lado dos inimigos da liberdade. É desconhecida qualquer contestação dos EUA sobre as notícias dos movimentos do seu embaixador Thomas Shannon, empossado no mesmo ano das eleições, e de um séquito de agentes da CIA localizados em sua embaixada e num balaio de ONGs, durante toda a campanha, empenhados na derrota da vitoriosa e cordial anfitriã.


Nesse capítulo da visita, a política externa independente de Lula (ausente dos festejos) foi um particular alvo da grande mídia porque frustrou a Alca, impedindo uma simbiose no padrão mexicano, diversificou mercados, logrou evitar que o Brasil submergisse abraçado aos EUA na crise internacional de 2008, afirmou a denúncia dos golpistas de Honduras e frustrou a articulação de novos golpes pelos entusiásticos conspiradores da direita na América Latina.


Frustrante (aos incautos) porque “ilustrada” numa entusiástica propaganda prévia da grande mídia, que produziu ilusórias e impossíveis expectativas – inviáveis pela própria natureza exclusivista da estrutura de poder que o fabricou. Nunca estaria à disposição do inócuo e simbólico visitante a flexibilização da rígida e conservadora estrutura de poder nos EUA, que relaciona impenetráveis banqueiros, empresários industriais – no topo aqueles da produção e reprodução bélica e do aço – fazendeiros e toda sorte de poderosos monopólios e oligopólios, trustes e cartéis.


Patética (aos visionários e assemelhados) porque nenhum outro personagem conseguiria ocultar de modo tão atrapalhado as autênticas razões de sua visita ao Brasil: a dura expectativa de esgotamento dos EUA sob os mais diversos aspectos, entre os mais óbvios o ostensivo declínio do império e desgaste de sua face militarista; o inexorável crescimento da influência econômica e política chinesa; a necessidade de conquistar ascendência sobre as riquezas e influência sobre seu antigo “quintal”, a América Latina – hoje em progressiva rebeldia – que sempre se operou pela via do intervencionismo e quarteladas.


Visita da desonra


E mais outras razões articuladas à declinante popularidade de Barack Obama – onde o povo expõe sua rejeição à produção de guerras – numa potência em sérias dificuldades internas e externas. E com um presidente que desce a ladeira em processo de desgaste nas duas instâncias, submetido aos falcões da guerra, sem a maquiagem do ilusionismo eleitoral associado a uma era de paz e bonança para os EUA e para a humanidade.


E, sintomaticamente, nas circunstâncias da agressão à Líbia, ele anuncia que, além de não enviar tropas terrestres, evidentemente que em consequência dos desastres históricos que seguem do Vietnã ao Iraque, pródigos em perdas humanas notadamente entre os jovens, entregará aos “aliados” o comando do teatro de operações – atitude atípica no caso da arrogante mas progressivamente enfraquecida potência imperialista.


Por razões opostas, a grande imprensa dos EUA qualificou as razões da visita de Obama ao Brasil, que considera de modo depreciativo um desimportante país latino-americano, de incompreensíveis. Mas, na linha dessa unanimidade, o jornal Washington Post praticamente declinou que a viagem do presidente, além de controversa, visou “administrar” a eclosão do brutal achaque à Líbia fora do território dos Estados Unidos, revelando que a nata de seu staff (beligerante) para “segurança nacional” integrou a comitiva. Ou seja: Obama, ao desembarcar no Brasil para uma “cordial visita a um país amigo” veio com seu instinto determinado para a guerra.


Dilma não foi eleita para recrudescer saudades de Lula e Celso Amorim. Não há nenhuma honra nessa visita presidencial em seu terceiro mês de governo. O povo brasileiro quer conhecer, em todos os terrenos, os saudáveis avanços nos quais votou. Espera que, em atenção aos fraternais conselhos de Lula, nas dificuldades busque seu caloroso afago.


Algo que, sugere exemplarmente a vida (e a morte) dos Kennedy nos EUA, não está ao alcance ou nas intenções de Barack Obama.

terça-feira, 22 de março de 2011

Rapper Mano Oxi é o novo presidente da Nação Hip Hop Brasil

Em reunião da direção nacional da Nação Hip Hop Brasil, realizada no sábado (19), na capital paulista, o rapper gaúcho Mano Oxi foi eleito o novo presidente da entidade. Aliado G permanece na direção, agora como presidente de honra da entidade. Além de outras modificações na diretoria, a reunião aprovou intensa participação nos encontros municipais e estaduais preparatórios a 2º Conferência Nacional de Juventude, prevista para este ano. A constituição de uma agenda política com a presidente Dilma Rousseff também foi pauta do encontro nacional da entidade. Entre outras deliberações, a reunião aprovou a criação de um blog institucional da Nação Hip Hop Brasil, com atualização permanentemente. Um dos pontos mais altos do encontro foi a filiação à Nação Hip Hop do rapper, jornalista e cientista social Big Richard, que é também repórter do programa Para Todos da TV Brasil. A reunião ainda valorizou a história de Aliado G, forte guerreiro que atua na Nação desde a sua fundação. Como presidente de honra, Aliado G exercerá a função de relações públicas e internacionais, dando sequência a papéis já desempenhados durante sua gestão. Mano Oxi, cultura e ativismo Mano Oxi é do Rio Grande do Sul (RS) e tem 34 anos. É líder de um dos grupos de forte expressão da região sul do país, DNA MC's. É ativista social do movimento hip hop e do movimento negro. Durante oito anos foi produtor e editor do programa Hip Hop Sul, exibido pela TV Educativa do RS. Também coordenou o programa “Atitude Sul', pela rádio Teresópolis FM, na zona sul de Porto Alegre. Assina a direção geral do jornal impresso O Salve, o primeiro direcionado ao movimento hip hop no estado Foi o idealizador da Associação Cultural Militantes da Sul em 2005. Ganhou o prêmio da Unesco Direitos Humanos na categoria "protagonismo juvenil e promoção dos direitos humanos", em 2006. Foi membro da direção nacional, estadual e municipal da União da Juventude Socialista e (UJS) e durante os últimos cinco anos presidiu a Nação Hip Hop Brasil no RS. E 2008 foi candidato a vereador pelo PCdoB de Porto Alegre, obtendo a marca histórica de 2.128 votos, sendo o primeiro rapper do hip hop a escrever este feito. Vereador suplente, atua como assessor parlamentar do deputado estadual Raul Carrion, do PCdoB. Em 2010 foi um dos contemplados do Prêmio Preto Ghõez, o maior reconhecimento do governo federal ao movimento hip hop brasileiro. No último 19 de março assumiu a presidência nacional da Nação Hip Hop Brasil.


Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=150129&id_secao=8


Brasil lança campanha de conscientização para a igualdade racial


A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, laou na segunda-feira (21) uma campanha de conscientização para a igualdade racial. O evento fez parte das comemorações do aniversário de oito anos da Seppir e do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A campanha “Igualdade Racial é para valer” também faz parte das ações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes. De acordo com a ministra, será uma convocação para a sociedade brasileira repensar a questão do respeito às difereas. “O objetivo é promover a igualdade. Issoo é uma ação exclusiva do movimento negro eo é uma responsabilidade apenas do Estado brasileiro. É uma preocupação coletiva”.

Segundo Luiza Bairros, também é importante reduzir os altos índices de homicídio contra a população negra, principalmente os jovens. “Todo o nosso esfoo será tendo em vista a redução desses índices. Essas mortes violentas que acontecem na população negra, em especial na juventude, nãoo questões de âmbito exclusivo da seguraa pública, mas de cunho social”.

Além do laamento da campanha, houve a entrega do Selo Educação para a Igualdade Racial a escolas, secretarias municipais e estaduais de educação. O objetivo é contemplar iniciativas exitosas na implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana.

A Seppir foi criada em 2003 como forma de reconhecimento das lutas históricas do movimento negro brasileiro. A missão da secretaria é estabelecer iniciativas contra as desigualdades raciais no País. A data é emblemática, pois em todo o mundo, celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.

O dia 21 de mao foi escolhido pela ONU para as comemorações do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial por causa do Massacre de Sharpeville, em Joanesburgo, na África do Sul, em 1960. Autoridades abriram fogo contra o grupo que se manifestava pacificamente contra a Lei do Passe, que transformava os negros em estrangeiros dentro de seu próprio país. Todo negro tinha que obrigatoriamente portar um passe. O Massacre de Shaperville resultou na morte de 69 pessoas e feriu 186.


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