terça-feira, 31 de maio de 2011
Despedidas para Abdias
05:45
Y.Valentim
domingo, 29 de maio de 2011
Concursos terão 20% das vagas para negros
23:12
Y.Valentim
Posted in: NotíciasPara jornalista é preciso olhar bases
15:22
Y.Valentim
Posted in: CEN na mídiasábado, 28 de maio de 2011
Governo homenageia entidades e personalidades negras
15:32
CEN Brasil Comunicação
Entidades e personalidades negras com notáveis serviços prestados no resgate e preservação da cultura africana foram homenageados ontem (26), no Museu Eugênia Teixeira Leal, no Pelourinho, em um evento de comemoração ao Dia da África, celebrado no dia 25 de maio. A homenagem da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia (SEPROMI), faz parte da política do Governo do Estado de fortalecimento dos laços entre Bahia e África.
Na abertura da solenidade, os presentes fizeram um minuto de silêncio pelo falecimento de Abdias do Nascimento, um dos mais atuantes ativistas na luta conta o racismo que faleceu no último dia 24, aos 97 anos. Em seguida, foram cantados os hinos do Brasil e da África.
O secretário da SJCDH, Almiro Sena, ressaltou a dimensão simbólica do evento e sua importância para o resgate da memória e preservação da cultura africana no Estado. O secretário ainda destacou que a África deve ser vista como um local de oportunidades de passeio, trabalho e até de vida. Almiro Sena destacou o legado de Abadias do Nascimento e afirmou que o ativista “extrapolou todos os limites intelectuais e culturais imagináveis”. O recém empossado secretário da Sepromi, Elias Sampaio, destacou que o projeto político do Governo relaciona o desenvolvimento do Estado ao fim do racismo. Elias também citou a parceria com a SJCDH e afirmou que o fato de negros estarem ocupando lugar em secretarias é a prova de que o problema do racismo está sendo encarado com mais seriedade pelo Estado.
Certificação
Vinte e cinco homenageados receberam certificado personalizado em reconhecimento à importante contribuição para a manutenção das tradições africanas e um quadro de Abdias do Nascimento pintado por jovens da periferia de Salvador. Uma das homenageadas da noite, Makota Valdina, dividiu o prêmio com a comunidade do Engenho Velho da Federação. “ Esse é o lugar santo que me deu régua e compasso pra eu ser o que sou”.
Já o professor Jaime Sodré dividiu a homenagem com os três filhos angolanos que estavam na cerimônia. Outro homenageado da noite, Vovô do Ilê ressaltou a importância da iniciativa das secretarias de manter acesa as comemorações do Dia da África. Também foram homenageadas entidades religiosas e artísticas, como Ilê Axé Opó Ofonja, Filhos de Gandy, além de personalidades como Jorge Portugal, deputado Bira Coroa, além dos grupos de capoeira Angola e Regional.
Sessão Especial na AL
O som das canções em yorubá e a homenagem ao corajoso ativista na denúncia do racismo e na defesa da cidadania e dos direitos humanos dos descendentes da África espalhados pelo mundo, Abdias do Nascimento, abriram a Sessão Especial O Ano Internacional dos Afrodescendentes – organizada pela Comissão Especial de Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, na quinta-feira (26). O evento fez parte das atividades alusivas ao Dia da África – celebrado oficialmente em 25 de maio.
Presidida pelo deputado estadual do Partido dos Trabalhadores, Bira Corôa, a sessão contou com a participação do embaixador de Cabo Verde, Daniel António Pereira; dos adidos culturais José Carlos Lamartine e Ayowumi Olayanju – representando as embaixadas de Angola e da Nigéria, respectivamente; dos secretários estaduais da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena, e da Promoção da igualdade, Elias Sampaio; do secretário municipal de Salvador, Ailton Ferreira; além de representantes de religiões de matrizes africanas, evangélicos, parlamentares, servidores públicos e sociedade civil.
Na abertura da sessão, o deputado Bira Corôa entregou uma placa em homenagem a Egbomi Nice de Oyá, do Terreiro da Casa Branca, pela ação que ela desenvolve dentro do candomblé. A homenagem foi realizada diante de saudações em línguas africanas, seguidas de canções que ressaltavam o povo africano. Emocionada, ela agradeceu a homenagem e pediu ao professor Jaime Sodré para ler o discurso que ela tinha feito em agradecimento.
Diante da plenária, o secretário Almiro Sena destacou a riqueza do ato que foi realizado. Ele confessou que considerava a cena uma das belas que já tinha assistido – na forma e no conteúdo – em termos de cerimônia, de simbolismo e de fé. “O que poderia retratar melhor a força do povo da Bahia, de Angola, da Nigéria e do Cabo Verde do que esta cena belíssima? Um eminente professor acadêmico, dos maiores e dos melhores como é o professor Jaime Sodré, ao lado da nossa Egbomi Nice delegando a ele os poderes maiores de representá-la na homenagem e no agradecimento?” perguntou o secretário aos participantes.
O secretário também aproveitou a oportunidade para homenagear Abdias Nascimento pela sua trajetória na avanço da causa anti-racista. “O professor ultrapassou os limites de qualquer dimensão étnico-racial, religiosa, intelectual ou mesmo nacional. O professor é um daqueles homens cujo fato de ter nascido no seio de determinado povo, com certeza transforma esse povo, só por isso, em um povo diferenciado. Abdias Nascimento foi um gênio não apenas no intelecto, mas foi uma força moral inabalável, uma força do espírito. Uma liderança diferenciada que uniu, une e sempre unirá milhões de corações brasileiros em todos os cantos do mundo. Comemorar o Dia da África lembrando Abdias Nascimento sintetiza bem toda a dimensão do que o povo do Brasil deve ao nosso continente africano”, disse Almiro Sena.
No final da sessão, o deputado Bira Corôa, anunciou que Salvador deve sediar as comemorações nacionais pelo Dia da África a partir do próximo ano. O parlamentar levou a Brasília, no último dia 11, a minuta do protocolo de intenções do governo baiano propondo a transferência dos atos oficiais, mantendo contatos com o governo federal e as embaixadas dos países africanos.
Fonte: http://www.sjcdh.ba.gov.br/
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Valmir explica porque votou contra o novo Código Florestal
11:11
Y.Valentim
Ao assumir meu primeiro mandato como deputado federal, cheguei com um compromisso bem definido: defender a reforma agrária, tal como possibilitar mecanismos de incentivo à agricultura familiar e camponesa, fortalecendo os movimentos sociais do campo e da cidade. Meus compromissos também incluem a luta pelo desenvolvimento social e combate à fome, a defesa do conjunto dos direitos humanos, promoção da igualdade racial e de políticas para a juventude. Compreendo que um deputado federal, como extensão das lutas que acontecem nas ruas do nosso Brasil, deve manter a coerência e o lado pelo qual foi designado a estar num espaço, como é a Câmara dos Deputados.
Inicio este texto lembrando estas questões, por que são justamente elas que me fizeram votar não ao relatório do deputado Aldo Rebelo na noite deste dia 24 de maio. Praticamente, o relatório aprovado livra o agronegócio do adjetivo “desmatador” da maneira mais torta possível: ao invés de discutirmos formas de coibir a ação de um modelo de agricultura que, ao visar a exportação de commodities produzidas sob o sistema de monoculturas, de desrespeito às leis trabalhistas e, muitas vezes, sem cumprir o preceito constitucional da função social da terra, o relatório do deputado Aldo Rebelo abriu as porteiras para que a expansão deste modelo predador avance sob áreas antes protegidas. Mais ainda: possibilita que os desmatadores sejam anistiados, absolvidos. Uma vergonha!
A agricultura familiar e camponesa, a responsável por mais de 70% da produção de alimentos, no entanto, em nada se viu beneficiada neste relatório. Por exemplo: o texto votado permite que áreas de até quatro módulos rurais sejam isentos de recomposição de reserva legal desmatada. Ora, do jeito que está não há diferença de quem produz sob um modelo familiar daquele que só usa sua propriedade para lazer de fim-de-semana, ou mesmo de um latifúndio divido em várias matrículas, isentando-se de restrições da lei.
Vamos a outro exemplo: o texto permite que a compensação da reserva legal do agronegócio seja em qualquer parte do Brasil, dentro do mesmo bioma. Isso é um perigo para nós que lutamos contra a concentração fundiária, pois um mesmo latifundiário pode se aproveitar da especulação de terras, principalmente em regiões mais baratas, principalmente terras de pequenos agricultores, para comprar mais áreas para recompor reserva.
Ainda atendendo o latifúndio, o texto de Aldo Rebelo não acatou a demanda que criaria o fundo ambiental para a pequena agricultura, ou seja, o pagamento para que o camponês/a possa garantir reserva legal de florestas e vegetação nativa. A proposta, que tem o apoio da presidenta Dilma e é proveniente dos movimentos sociais do campo e sindicatos da agricultura familiar, foi simplesmente ignorada pelo relator.
A emenda 164 termina de consolidar o pacote do agronegócio. A medida dá poder aos estados para definir política ambiental e determina que poderão ser mantidas as atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas de preservação permanente (APPs) caso o desmatamento tenha ocorrido até 22 de julho de 2008, ou seja, liberação sem limites, mais devastação ambiental e descaracterização de todo o avanço que o Governo já tinha obtido nas negociações junto ao relatório.
E não para por aí: o relatório libera a criação de camarões em áreas próximas aos mangues. Permite que espécies exóticas sejam plantadas em metade das áreas das reservas legais dos grandes proprietários: isso é o mesmo que escrever às transnacionais de plantio de eucalipto, como as do sul da Bahia, que fiquem sossegadas, por que será aumentada a área em que poderão lucrar, mesmo que destrua a terra, os mananciais de água que possuímos, que não gere empregos...
Não me somo a isto. Minha luta, minha história e meu mandato não coadunam com tamanha irresponsabilidade. Infelizmente, mesmo com os seminários realizados, manifestações de rua em vários estados deste País feitos, o que foi visto na Câmara dos Deputados foi uma ação que envolve manobra política deliberada, ao confundir agricultura para exportação com produção de alimentos; chantagem, ao envolver episódios políticos que nada tem a ver com o tema em questão; oportunismo de tantos que ali votaram em causa própria, seja por que querem expandir seu latifúndio em detrimento das vegetações nativas, seja por que devem ao Estado brasileiro por já desmataram ilegalmente.
Defender a agricultura familiar e camponesa também é defender o meio ambiente, nossas matas e florestas, nossos rios, nossa terra, por que precisamos dele para sobreviver. Faz parte da nossa cultura camponesa. Este relatório é uma afronta a tudo que construímos, enquanto camponeses e camponesas. Mas a luta ainda não acabou e seguiremos em vigília para que o retrocesso não se consolide no Senado e nem no Executivo.
Valmir Assunção é deputado federal pelo PT-BA, vice-líder do PT na Câmara e militante do MST-BA
Assembleia celebra Dia da África em concorrida sessão especial
11:03
Y.Valentim
Posted in: Notíciasquinta-feira, 26 de maio de 2011
MAPA DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA - Convite para o lançamento
05:38
Y.Valentim
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Conselheiros da Igualdade Racial participam de Fórum Interconselhos em Brasília
22:59
CEN Brasil Comunicação
Posted in: Temática NegraPersonalidades baianas comentam morte de Abdias Nascimento
11:57
Y.Valentim
Posted in: NotíciasSJCDH homenageia personalidades e instituições nesta quinta
11:22
CEN Brasil Comunicação
Posted in: EventosBase contraria governo e aprova emenda polêmica do Código Florestal
07:38
Y.Valentim
terça-feira, 24 de maio de 2011
A SJCDH/BA convida...
23:54
CEN Brasil Comunicação
Convite
O secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos
Almiro Sena
tem a honra de convidar V.Sa. para participar da comemoração do Dia Internacional da África que ocorrerá no dia 26 de maio de 2011, às 19h, no Museu Eugênio Teixeira Leal, Rua Açouguinho, nº. 1 – Pelourinho. Neste dia estaremos celebrando o grande patrimônio cultural herdado da África: nossa africanidade. Também serão prestadas homenagens a personalidades e instituições que ajudaram na manutenção dessas tradições africanas no Estado da Bahia.
Posted in: EventosNota do CEN sobre Abdias do Nascimento
23:29
CEN Brasil Comunicação











