sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Espaço sagrado destruído em 2008 voltou a funcionar


Em março de 2008, uma situação parecida virou polêmica em Salvador. O terreiro Oyá Onipó Neto, liderado pela  ialorixá Rosalice do Amor Divino, conhecida como mãe Rosa, foi parcialmente destruído pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município  (Sucom). A justificativa foi que o terreiro era uma ocupação irregular. Em 2010, o terreiro começou a ser reconstruído e funciona normalmente.
Para a coordenadora do Fórum Estadual de Religiões de Matrizes Africanas, Lindinalva de Paula, a disputa territorial no terreno onde funciona o terreiro Ilê Axé Ayrá Izô é mais um caso de intolerância religiosa. "Os proprietários não estão levando em conta que ali é um local sagrado, de culto religioso", disse. Para a coordenadora, o problema reflete a situação de vários outros terreiros de candomblé da Bahia que sofrem com a falta de regularização fundiária.
"É comum observarmos terreiros que foram construídos por meio de doações ou em terrenos comprados sem documentação. Em alguns casos, são apenas com recibos que, hoje, não são válidos".
Patrimônio - Em nota, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) afirmou que é necessário encontrar uma solução para que o problema não se repita. "Quem conhece a cultura afrorreligiosa sabe que existe  um processo de natureza espiritual na formação de um terreiro de candomblé, onde se misturam práticas religiosas, ancestralidades e trabalhos sociais", afirmou. Trata-se, como as próprias manifestações de religiões de matrizes africanas, de patrimônios imateriais", completou o deputado.
Fonte: 
http://atarde.uol.com.br/bahia/materias/1470439-espaco-sagrado-destruido-em-2008-voltou-a-funcionar

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