sábado, 29 de junho de 2013

DF lançará plano Juventude Viva em agosto

O plano Juventude Viva, que visa combater o extermínio dos jovens negros, será lançado no Distrito Federal no dia 16/8, em meio em meio às atividades do Mês da Juventude. As ações que serão desenvolvidas foram debatidas nesta quinta (27) no Fórum Governamental sobre o Plano Juventude Viva no DF, realizado na Fundação Cultural Palmares.
O gerente de projetos da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Felipe Freitas, lembrou a importância de debater o tema com toda a sociedade. “Numa sociedade racista como a brasileira, ninguém passa imune ao racismo. Operar na subjetividade é fundamental”, declarou.
"O desafio não é fazer o novo. É fazer de um jeito novo, melhor, o que a gente já vem fazendo”, afirmou, listando algumas ações já existentes que serão aprimoradas no âmbito do Plano Juventude Viva, como os programas Mais Educação e Projovem Urbano, do Ministério da Educação, e o Protejo e Mulheres da Paz, do Ministério da Justiça, além de iniciativas dos governos locais.
Segundo o coordenador de Juventude da Secretaria de Governo, Carlos Odas, é preciso pensar de forma integrada o DF e a Região Metropolitana, pois cinco cidades goianas limítrofes ao DF estão na lista de 132 municípios que serão priorizados no Plano: Formosa, Valparaíso, Novo Gama, Águas Lindas e Luziânia.
“Tratar da questão do extermínio da juventude negra requer que a gente ultrapasse a fronteira do quadrilátero, a fim de beneficiar as juventudes dessas cidades”, explicou Carlos Odas, durante a mesa de abertura do Fórum.

DF: mais homicídios que a média nacional

O Distrito Federal é o quinto colocado no ranking de estados com o maior número de mortes de jovens negros. Fernanda Papa, coordenadora do Plano Juventude Viva na Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), destacou que a média de homicídio da juventude negra no DF é maior que a média do país. Em 2010, foram 880 vítimas de assassinato, dessas, 86,6% eram negras.
No mesmo ano, 509 jovens entre 15 e 29 anos foram vítimas deste crime, o que corresponde a 57,8% do total. Dentre esses jovens, 92% eram do sexo masculino, 88% eram negros, e 82,7% eram negros do sexo masculino. Segundo Fernanda, o pico da idade em que esses jovens estão mais vulneráveis é entre 15 e 19 anos e entre 20 e 24 anos.
“Temos o compromisso, a responsabilidade e a obrigação de contribuir para reduzir a vulnerabilidade destes jovens, para que eles tenham oportunidades novas e que o estado possa confirmar e demonstrar que a invisibilidade da juventude negra para a prioridade das políticas públicas está sendo quebrada”, disse Fernanda Papa.
“Precisamos reconhecer que é uma parcela importante da nossa população e que não está vivendo está fase de desenvolvimento do nosso país, de correção de desigualdades, porque está morrendo antes”, complementou.
Política
Ângela Guimarães, secretária-adjunta da SNJ e vice-presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), lembrou que o fim do extermínio da juventude negra foi pauta central das conferências realizadas por estes órgãos.
“Se a política de segurança pública levasse em conta a juventude negra, não haveria esses dados alarmantes. Há uma especificidade territorial e de faixa etária, e o Juventude Viva tem essa preocupação”, explicou.
Silvana Gomes Timóteo, secretária-adjunta da Sepir-DF, destacou a importância de debater o racismo contra os jovens negros. “Porque essa juventude está à margem? Isso nos preocupa. Discutir a juventude negra é fundamental para todos”, disse.

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