sexta-feira, 26 de julho de 2013

Libéria comemora hoje o seu dia de independência

Foto: Libéria comemora hoje o seu dia de independência 

 
Luanda – A República da Libéria comemora hoje, 26 de Julho, mais um aniversário da proclamação da sua independência, em 1847. 
 
 
A História da Libéria teve início no século XIX, quando foi fundada nos Estados Unidos a American Colonization Society, organização cujo objectivo era levar para África antigos escravos negros e negros já nascidos livres.
 
 
Neste século discutia-se nos Estados Unidos sobre o destino de ex-escravos. Dois grupos manifestavam suas ideias: o primeiro era composto por representantes do Governo que queriam dar liberdade aos escravos e acreditavam que estes se desenvolveriam melhor se voltassem para a África.
 
 
O segundo grupo era composto pelos próprios cidadãos brancos que acreditavam que os negros não tinham condições de se enquadrar no sistema capitalista. É bom lembrar que a escravidão nos Estados Unidos só foi abolida na década de 1860, e que esses ex-escravos eram apenas uma minoria que foi dispensada.
 
 
Não há registos corretos, mas foi nesse período que um quaker e empreendedor afro-americano chamado Paul Cuffe investiu na primeira leva de imigrantes que desembarcaram na Serra Leoa (a Libéria ainda não existia). Mas Paul Cuffe morreu e para completar a tragédia os imigrantes que ele levara até à África tombaram devido a uma febre amarela em função da precária situação do local.
 
 
Mas as mortes dos negros não abalaram o presidente James Monroe, pelo contrário, inspiraram-no a criar uma colônia na África para se livrar dos ex-escravos. Em 1816 ele se reúne com representantes da burguesia para criar uma colônia na África. Com a ajuda de Robert Finley é fundada a Sociedade Americana de Colonização. Essa sociedade tinha por objectivo arrecadar verbas para enviar os negros para a nova colônia.
 
 
Em 1822 é fundada a capital Monróvia, em homenagem a James Monroe. A 26 de Julho de 1847, Joseph Robert, governador da colónia, proclama a independência. Com esse acontecimento, a Libéria foi o primeiro país independente da África.
 
 
O reconhecimento da independência da Libéria pelos países mais importantes da época ocorreu entre 1848 e 1862: Grã-Bretanha em 1848, França em 1852 e Estados Unidos em 1862.
 
 
Em Dezembro de 1960, a Libéria tornou-se membro do Conselho de Segurança da ONU e em 1963 o país aderiu à Organização da Unidade Africana. O Presidente Tubman destacou-se também como fervoroso defensor da independência das colônias africanas em relação à Europa.
 
 
A República da Libéria é Presidencialista, localizada na África Ocidental. Faz fronteira ao norte com a Serra Leoa e Guiné, a leste com a Costa do Marfim e a sul e oeste com o Oceano Atlântico.
 
 
Possui um clima quente equatorial, com temperaturas médias de 25ºC em Monróvia, com chuvas intensas na estação chuvosa e ventos na estação seca.
 
 
A vegetação é composta, na maior parte, por florestas de mangue, enquanto o interior é escassamente povoado de florestas, com predominância de pastagens secas.
 
 
É um país basicamente plano, com altitudes fracas, sendo o seu ponto mais elevado o Monte Wuteve com 1380 metros. A costa é baixa e arenosa, possuindo lagunas. Nas proximidades do Cabo Monte (305 m), a noroeste, a costa é mais recortada.
 
 
No interior da Libéria situam-se densas florestas tropicais (o país possui 40% da floresta tropical da África Ocidental).
 
 
Segundo o censo de 2008, a população do país é de 3.955.000 habitantes, divididos em uma área de 111.369 quilômetros quadrados.
 
 
A maioria dos habitantes da Libéria pertence a um dos 16 grupos étnicos indígenas.
 
 
Cerca de 2,5% dos habitantes são descendentes dos negros dos Estados Unidos que se fixaram no país no século XIX, sendo conhecido como americo-liberianos (americo-liberians). Outros 2,5% descendem de negros das Caraíbas que foram escravos.
 
 
A Libéria possui comunidades de indianos, libaneses e naturais de outros estados da África Ocidental.
 
 
A sua economia assenta na agricultura, sector do qual vive a maioria da população. Os principais cultivos agrícolas do país são o arroz, a mandioca, o café e o cacau (estes dois últimos produtos são as principais exportações agrícolas do país).
 
 
Durante o comércio de especiarias, a Libéria foi chamada de Pimenta Malagueta da Costa ou Pimenta da Costa. Ganhou seu nome de "Pimenta Malagueta" devido à esta especiaria encontrada na área rural do território, apelidada de "grãos do paraíso", já que era uma especiaria rara e em alta demanda em toda a Europa.
 
 
Apesar de a maioria da população se empregar neste sector, a Libéria não é auto-suficiente do ponto de vista alimentar.
 
 
A indústria liberiana é de pequena escala e inclui unidades de esfarelamento e lavagem do ferro, fábricas para transformação da borracha, bem como fábricas de materiais de construção e de bens de consumo (têxteis, calçado, etc.).

Luanda – A República da Libéria comemora hoje, 26 de Julho, mais um aniversário da proclamação da sua independência, em 1847. 
A História da Libéria teve início no século XIX, quando foi fundada nos Estados Unidos a American Colonization Society, organização cujo objectivo era levar para África antigos escravos negros e negros já nascidos livres.
Neste século discutia-se nos Estados Unidos sobre o destino de ex-escravos. Dois grupos manifestavam suas ideias: o primeiro era composto por representantes do Governo que queriam dar liberdade aos escravos e acreditavam que estes se desenvolveriam melhor se voltassem para a África.
O segundo grupo era composto pelos próprios cidadãos brancos que acreditavam que os negros não tinham condições de se enquadrar no sistema capitalista. É bom lembrar que a escravidão nos Estados Unidos só foi abolida na década de 1860, e que esses ex-escravos eram apenas uma minoria que foi dispensada.
Não há registos corretos, mas foi nesse período que um quaker e empreendedor afro-americano chamado Paul Cuffe investiu na primeira leva de imigrantes que desembarcaram na Serra Leoa (a Libéria ainda não existia). Mas Paul Cuffe morreu e para completar a tragédia os imigrantes que ele levara até à África tombaram devido a uma febre amarela em função da precária situação do local.
Mas as mortes dos negros não abalaram o presidente James Monroe, pelo contrário, inspiraram-no a criar uma colônia na África para se livrar dos ex-escravos. Em 1816 ele se reúne com representantes da burguesia para criar uma colônia na África. Com a ajuda de Robert Finley é fundada a Sociedade Americana de Colonização. Essa sociedade tinha por objectivo arrecadar verbas para enviar os negros para a nova colônia.
Em 1822 é fundada a capital Monróvia, em homenagem a James Monroe. A 26 de Julho de 1847, Joseph Robert, governador da colónia, proclama a independência. Com esse acontecimento, a Libéria foi o primeiro país independente da África.
O reconhecimento da independência da Libéria pelos países mais importantes da época ocorreu entre 1848 e 1862: Grã-Bretanha em 1848, França em 1852 e Estados Unidos em 1862.
Em Dezembro de 1960, a Libéria tornou-se membro do Conselho de Segurança da ONU e em 1963 o país aderiu à Organização da Unidade Africana. O Presidente Tubman destacou-se também como fervoroso defensor da independência das colônias africanas em relação à Europa.
A República da Libéria é Presidencialista, localizada na África Ocidental. Faz fronteira ao norte com a Serra Leoa e Guiné, a leste com a Costa do Marfim e a sul e oeste com o Oceano Atlântico.
Possui um clima quente equatorial, com temperaturas médias de 25ºC em Monróvia, com chuvas intensas na estação chuvosa e ventos na estação seca.
A vegetação é composta, na maior parte, por florestas de mangue, enquanto o interior é escassamente povoado de florestas, com predominância de pastagens secas.
É um país basicamente plano, com altitudes fracas, sendo o seu ponto mais elevado o Monte Wuteve com 1380 metros. A costa é baixa e arenosa, possuindo lagunas. Nas proximidades do Cabo Monte (305 m), a noroeste, a costa é mais recortada.
No interior da Libéria situam-se densas florestas tropicais (o país possui 40% da floresta tropical da África Ocidental).
Segundo o censo de 2008, a população do país é de 3.955.000 habitantes, divididos em uma área de 111.369 quilômetros quadrados.
A maioria dos habitantes da Libéria pertence a um dos 16 grupos étnicos indígenas.
Cerca de 2,5% dos habitantes são descendentes dos negros dos Estados Unidos que se fixaram no país no século XIX, sendo conhecido como americo-liberianos (americo-liberians). Outros 2,5% descendem de negros das Caraíbas que foram escravos.
A Libéria possui comunidades de indianos, libaneses e naturais de outros estados da África Ocidental.
A sua economia assenta na agricultura, sector do qual vive a maioria da população. Os principais cultivos agrícolas do país são o arroz, a mandioca, o café e o cacau (estes dois últimos produtos são as principais exportações agrícolas do país).
Durante o comércio de especiarias, a Libéria foi chamada de Pimenta Malagueta da Costa ou Pimenta da Costa. Ganhou seu nome de "Pimenta Malagueta" devido à esta especiaria encontrada na área rural do território, apelidada de "grãos do paraíso", já que era uma especiaria rara e em alta demanda em toda a Europa.
Apesar de a maioria da população se empregar neste sector, a Libéria não é auto-suficiente do ponto de vista alimentar.
A indústria liberiana é de pequena escala e inclui unidades de esfarelamento e lavagem do ferro, fábricas para transformação da borracha, bem como fábricas de materiais de construção e de bens de consumo (têxteis, calçado, etc.).

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