domingo, 4 de agosto de 2013

Sudão o novo Eldorado para investidores brasileiros?!

 
Foto: Sudão o novo Eldorado para investidores brasileiros?



O Sudão, país do nordeste africano com um produto interno bruto equivalente ao da Bahia e área comparável à do estado do Amazonas, entrou no radar dos investidores brasileiros.

Eis o que eles encontram lá: taxas de juro que aqui são um sonho, reservas de petróleo de 5 bilhões de barris — volume maior do que o da Noruega, 13º produtor mundial —, oferta de água que permite extensos projetos de lavoura irrigada e 100 milhões de hectares disponíveis para a agricultura, o dobro da área de grãos do Brasil.

É claro que isso não faz do Sudão um imediato Shangri-lá de oportunidades. Não faz dois anos que parte do país­ se emancipou, criando o Sudão do Sul, após duas décadas de uma guerra civil que causou 1,4 milhão de mortes.

O dinheiro é barato, mas chegar a ele é um suplício — nem sequer há cartões de crédito no país. A agricultura é rudimentar — a produtividade das lavouras de algodão equivale a 25% da obtida no Brasil. E a mão de obra tem baixíssima qualificação — pelo menos 30% dos sudaneses não sabem ler e escrever.

A isso se somam os problemas comuns na África que afugentam investidores, como os ataques a empresas estrangeiras. No ano passado, um acampamento da mineradora Vale na Guiné foi invadido e destruído. Em janeiro, radicais islâmicos fizeram reféns em um campo de gás de multinacionais na Argélia. Durante a operação de resgate, 37 trabalhadores estrangeiros morreram.

Mesmo com os riscos, as oportunidades no Sudão atraem desbravadores brasileiros, seguindo um caminho já trilhado por investidores chineses e indianos.

Ainda não se trata de um desembarque em massa. O número de empresas brasileiras no Sudão não passa de uma dezena. Mas há uma atração mútua nesse movimento. Para o Brasil, há negócios a ser explorados em áreas em que temos reconhecida capacidade, como agricultura e construção civil. E, para o Sudão, interessa, além do conhecimento técnico, o equilíbrio de forças no investimento que chega de fora.

Os chineses aportaram antes: há hoje cerca de 300000 chineses no Sudão. São os próprios sudaneses que têm procurado atrair mais brasileiros em missões de negócios. A mais recente delas passou por São Paulo no final de janeiro. Por outro lado, para garimpar negócios de construção no Sudão, a construtora Andrade Gutierrez foi uma das quatro representantes brasileiras na Feira Internacional de Cartum (a capital do país), realizada há um mês.


fonte:http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1035/noticias/sem-medo-do-sudaoO Sudão, país do nordeste africano com um produto interno bruto equivalente ao da Bahia e área comparável à do estado do Amazonas, entrou no radar dos investidores brasileiros.

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Eis o que eles encontram lá: taxas de juro que aqui são um sonho, reservas de petróleo de 5 bilhões de barris — volume maior do que o da Noruega, 13º produtor mundial —, oferta de água que permite extensos projetos de lavoura irrigada e 100 milhões de hectares disponíveis para a agricultura, o dobro da área de grãos do Brasil.

É claro que isso não faz do Sudão um imediato Shangri-lá de oportunidades. Não faz dois anos que parte do país­ se emancipou, criando o Sudão do Sul, após duas décadas de uma guerra civil que causou 1,4 milhão de mortes.

O dinheiro é barato, mas chegar a ele é um suplício — nem sequer há cartões de crédito no país. A agricultura é rudimentar — a produtividade das lavouras de algodão equivale a 25% da obtida no Brasil. E a mão de obra tem baixíssima qualificação — pelo menos 30% dos sudaneses não sabem ler e escrever.

A isso se somam os problemas comuns na África que afugentam investidores, como os ataques a empresas estrangeiras. No ano passado, um acampamento da mineradora Vale na Guiné foi invadido e destruído. Em janeiro, radicais islâmicos fizeram reféns em um campo de gás de multinacionais na Argélia. Durante a operação de resgate, 37 trabalhadores estrangeiros morreram.

Mesmo com os riscos, as oportunidades no Sudão atraem desbravadores brasileiros, seguindo um caminho já trilhado por investidores chineses e indianos.

Ainda não se trata de um desembarque em massa. O número de empresas brasileiras no Sudão não passa de uma dezena. Mas há uma atração mútua nesse movimento. Para o Brasil, há negócios a ser explorados em áreas em que temos reconhecida capacidade, como agricultura e construção civil. E, para o Sudão, interessa, além do conhecimento técnico, o equilíbrio de forças no investimento que chega de fora.

Os chineses aportaram antes: há hoje cerca de 300000 chineses no Sudão. São os próprios sudaneses que têm procurado atrair mais brasileiros em missões de negócios. A mais recente delas passou por São Paulo no final de janeiro. Por outro lado, para garimpar negócios de construção no Sudão, a construtora Andrade Gutierrez foi uma das quatro representantes brasileiras na Feira Internacional de Cartum (a capital do país), realizada há um mês.


 Fonte:
http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1035/noticias/sem-medo-do-sudao

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