quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Teatro Castro Alves e o terreiro Ilê Axé Oxumaré são tombados pelo IPHAN

Teatro Castro Alves e Casa de Oxumaré
Ministra participou nesta quarta-feira (27), em Brasília, de reunião que aprovou tombamentos
O Teatro Castro Alves (TCA) e o terreiro de candomblé Ilê Axé Oxumaré, ambos localizados em Salvador, foram incluídos na lista oficial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio protegido. A cerimônia de votação aconteceu na manhã desta quarta-feira (27), na sede do Iphan, com a presença da ministra Marta Suplicy.
Durante o evento, a ministra destacou a importância dos tombamentos na história cultural do Brasil. "Fico muito feliz em presenciar momentos tão importantes como esse. O Teatro Castro Alves foi símbolo de manifestações culturais e linguagens artísticas. Já os terreiros deixaram de representar apenas a religião e são hoje símbolos da resistência da cultura negra em nosso país".
Sivanilton da Mata, representante do terreiro de candomblé Ilê Axé Oxumaré, salientou que é perceptível o reconhecimento dos terreiros na cultura brasileira.  "O nosso espaço [o terreiro] é atualmente referência na história africana. Hoje o estado só tem a ganhar nos reconhecendo. Esperamos que eventos como esse continuem iluminando os povos tradicionais".
Também estiveram presentes na solenidade, a presidente do Iphan, Jurema Machado; o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Ângelo Oswaldo; o diretor da Fundação Cultural Palmares Alexandre Reis; superintendente do Iphan na Bahia, Carlos Amorim; e a senadora Lidice da Mata.

Terreiro de Candomblé Ile Axé Oxumaré
Candomblé Ile Axé Oxumaré, é o sétimo terreiro tombado pelo Iphan. Em 31 de maio de 1984, o mesmo Conselho Consultivo se reuniu em Salvador e aprovou o tombamento do Terreiro da Casa Branca.
Considerado um dos mais antigos centros de culto afro-brasileiro da Bahia e de grande reconhecimento social, Oxumaré é um conjunto destinado às práticas religiosas, com comprovada e duradoura tradição na Bahia, já declarado Território Cultural Afro-Brasileiro.
A solicitação de tombamento do Ilê Axé Oxumarê foi feita em 18 de setembro de 2002, pelo sacerdote Babalorixá Agoensi Danjemin, supremo dirigente do Ylê Oxumarê e pelo presidente da Sociedade Cultural Religiosa São Salvador – Ylê Oxumarê, Silvanilton Encarnação da Mata.
A Oxumarê é o orixá do movimento e dos ciclos vitais que geram as transformações, que o santuário é consagrado. Na tradição ioruba, os orixás correspondem a ancestrais divinizados e que correspondem às forças da natureza. Portanto, seus arquétipos estão diretamente relacionados às manifestações dessas forças.
Teatro Castro Alves
O mais frequentado equipamento cultural do estado da Bahia e um dos mais importantes do Brasil, além de seu valor histórico é também um marco da arquitetura moderna brasileira e palco privilegiado de acontecimentos culturais que marcaram a história recente do Brasil. Inteiramente dedicado à música, dança e artes cênicas, o projeto arquitetônico do Teatro Castro Alves, foi executado pelo arquiteto José Bina Fonyat Filho, com a colaboração do engenheiro Humberto Lemos Lopes, durante o governo do médico Luis Régis Pacheco. O edifício guarda em sua forma arquitetônica uma série de elementos que lhe garantiram o destaque que na arquitetura brasileira do século XX.
Entre 1960 e 1963 recebeu o Museu de Arte Moderna da Bahia, originalmente dirigido por Lina Bo Bardi e expôs obras de artistas plásticos como Carybé, Mário Cravo, Emanuel Araújo. Na música e artes cênicas, foi palco de grandes apresentações recebendo nomes como Raul Seixas, Gilberto Gil, Chico Buarque, João Gilberto, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Flávio Venturini, Paulo Autran, Montserrat Caballé, Mikhail Baryshnikov, os Balés Bolshói e Kirov, o maestro Zubin Metha e a Filarmônica de Israel.
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios - Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.

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