domingo, 5 de abril de 2015

O CEN na construção de Outro Mundo Possível

O CEN na construção de Outro Mundo Possível


Durante alguns dias o coração do mundo futuro palpitou ao norte da África, acolhido pelo povo tunisiano ao longo dos cinco dias, onde percebíamos olhos ávidos por correspondências de afeto e lutas que definiriam um novo mundo como possibilidade de construção coletiva, permitindo um amplo debate no Fórum Social Mundial 2015.
Nesta perspectiva o CEN – Coletivo de Entidades Negras se fez com o lançamento do documentário Mulheres do Axé – Vozes contra Intolerância Religiosa, dirigido pelo historiador Marcos Rezende. Apresentando ao mundo as trajetórias de diversas mulheres do candomblé não somente no enfrentamento a intolerância e ao racismo, mas também na condução das políticas em suas famílias e comunidades.
Percebeu-se em todas as mulheres que acessaram o documentário ou as discussões acerca de seu conteúdo, um misto de prazer e representatividades deste, manifesto em algumas falas como a da antropóloga italiana Dra. Anna Maria Rivera: “Não podemos ignorar a contribuição de um trabalho destes para a humanidade, elas são fundamentais” - se referindo as mulheres do axé.
Naquele momento em meio a Marcha Pelos Direitos Humanos o CEN afirmara de que Outro Mundo é possível ainda que pese todas as atrocidades cometidas neste momento, que seguimos conjuntamente construindo a partir das crenças de que pessoas podem dialogar, minimizando as diferenças, tecendo em suas similaridades vínculos e acordos capazes de instrumentalizar as ditas minorias.
Ter participado das manifestações e debates contra a LGBT fobia permitiu ao CEN a ação efetiva para o fortalecimento destas comunidades na Tunísia, país onde ainda não existe liberdade para vivenciar a sexualidade em sua diversidade, estando sob o pensar hétero normativo, expondo homossexuais, lésbicas, transexuais e travestis a violação dos Direitos Humanos, de forma legalizada e institucionalizada.
A possibilidade de construir junto a representantes do governo brasileiro, como as construções pensadas em parceria com o Ministério da Cultura, ali representado pela Secretária da Diversidade Ivana Bentes numa reunião em que também estava o Eduardo Suplicy atual Secretário de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo.
O Fórum Social Mundial convocou a humanidade a refletir sobre a inoperância de qualquer pensar ou atitude pautada no individualismo se desejamos de fato a construção de uma sociedade menos conflituosa e mais igualitária em meio às tantas diferenças possíveis a raça humana. Mas com uma diversidade de recursos capazes de facilitar a conectividades entre povos e culturas desejosos de promover a solidariedade como língua universal, o que se expressou na grande marcha em favor da Palestina ocupando uma das maiores avenidas da capital Tunisiana.
Assim o CEN retorna ao Brasil convicto de ter contribuindo significativamente para a construção de Outro Mundo Possível, que se inicia desde já, em nossa relação cotidiana pelo combate a todas as violações e promoção da autonomia de todos os povos através do fortalecimento mútuo.

Gabriel Teixeira - Psicólogo

Representante do CEN no Fórum Social Mundial

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